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19 de agosto de 2013

#11 - Descontrolo Monetário

Maria Francisca, 20 anos disse:

Sempre fui uma pessoa um bocado para o mimada, mas ultimamente, acho que cheguei a um limite imperdoável para a minha família e até mesmo para mim. A verdade é que, para além de gastar imensas horas do meu tempo-livre no centro comercial, acabo também por gastar rios de dinheiro. Ainda pior é que, por vezes, é dinheiro que preciso para coisas bem mais sérias e muito do que compro não é de todo essencial.
Tenho imensa vergonha de mim quando não sou capaz de me controlar, e embora na altura não me incomode, posteriomente pesa-me o coração explicar aos meus pais porque é que preciso de dinheiro extra. Como é que eu me posso controlar? Os meus pais sugeriram que fosse a um especialista falar do meu caso, mas não sei se consigo ultrapassar a vergonha de me expor. Assim sendo, acredito que falar com vocês é um bom primeiro passo. O que me aconselham?


Other Way Out aconselha: 

Olá Maria Francisca, obrigada por partilhares a tua situação com toda a comunidade! 
Sim, de facto, falares connosco pode ser um bom primeiro passo, pois ao dá-lo, demonstra que és capaz de falar com alguém sobre o assunto, assim como é também um sinal que compreendes que tens uma situação/problema entre mãos que necessitas de resolver. 
Mesmo que na altura do maior consumo não te apercebas, posteriormente és capaz de reconhecer que não foi a tua melhor opção. Isto é, tu consegues pensar e avaliar a situação, assim como sabes que não queres continuar a gastar o teu dinheiro dessa forma. Como tal, torna-se um passo muito importante reflectires sobre as tuas acções, e será isso mesmo que te levará a ultrapassar tudo!
A comunidade apoia-te e incentiva-te a ires falar com um especialista, como te aconselharam os teus familiares - que evidenciam estar preocupados contigo e que só querem o teu bem! A verdade é que só tu podes escolher ir ou não. Essa opcção está nas tuas mãos, e se sentires que deves, a coragem há de chegar, acredita! Alem disso, não tens de te sentir envergonhada. O especialista pode entender, mais do que ninguém, o que se passa contigo e de uma forma muito mais complexa. De certo que também já conheceu muitas pessoas com o teu problema e/ou semelhantes. Tens de ter calma, e mesmo que te sintas nervosa, as coisas vão melhorando com toda a força e coragem que já demonstraste ter - só pelo simples facto de estares a partilhar o teu testemunho connosco. Igualmente, será com muito esforço e vontade da tua parte que irás progredir sempre um pouco mais, e inclusive reencontrar o teu ritmo.
Além disso, tens algo muito positivo a teu lado -  os teus familiares que estão dispostos a apoiar-te. Estão contigo e um problema partilhado divide o peso do mesmo, assim como o apoio, quando partilhado, se multiplica. Tens todas as ferramentas para o conseguires, Maria Francisca! :) 
Estamos a torcer por ti! Desejamos que faças a escolha acertada para ti e que acima de tudo sejas feliz - e já sabes, para tal, tens de encontrar a tua paz interior e trabalhar em prol disso.

A comunidade OWO deseja-te boa sorte, assim como espera ter conseguido ajudar-te no melhor possível. Obrigada pela tua questão!

#11 -Já te encontraste na mesma situação? Semelhante? O que fizeste? :)

22 de julho de 2013

# 9 - Relação Parental

Ana Margarida, 13 anos disse:

Nunca me lembro de ter vivido com o meu pai. Faz uns cinco anos que ele começou a aproximar-se aos poucos e eu podia dizer que tinha uma família normal. Viver com a minha mãe, a minha irmã mais velha (de outro pai) e com a minha irmã mais nova (do mesmo pai que eu) e de quinze em quinze dias, eu e a minha irmã mais nova íamos passar os fins-de-semana a casa dele parecia-me normal. Posso dizer que estava satisfeita com isso.
Mas há uns meses, quase 1 ano, a namorada do meu pai ficou grávida. Não me preocupei com isso. Muito pelo contrário, a minha irmã mais nova e eu ficamos muito contentes. No entanto, no desenrolar da gravidez, quanto mais crescia a barriga dela crescia também uma nova personalidade que eu não conhecia.
Por vezes o nosso pai tinha de ir trabalhar durante algumas horas e nós ficávamos com a sua namorada. Mas ela já não era a mesma pessoa, ficava no quarto fechada, não falava para nós e cerca de meia hora antes da hora prevista do pai voltar, ela levantava-se, lavava a loiça ou aspirava, sem dizer nada, e voltava para o quarto.
A gravidez foi se desenvolvendo e à frente do nosso pai ela era uma coisa e por trás era outra.
Nos últimos meses da gravidez o nosso pai praticamente não nos vinha buscar e foi se afastando cada vez mais.
Assim que a nossa irmã nasceu estivemos apenas três vezes com ele:

  1.  Foi nos buscar para almoçar mesmo em cima da hora, assim que acabamos de almoçar trouxe-nos de volta para casa;
  2. Veio à porta da nossa casa e estivemos cerca de 10 minutos a falar dentro do carro dele;
  3. Igual à segunda.
O meu pai entretanto já telefonou umas três vezes e eu não atendi. Não acho que seja normal o comportamento dele. Não sei o que fazer e também não quero estar com ele se ele não quer estar.



Other Way Out aconselha:

Olá Ana Margarida, obrigada por participares e partilhares a tua situação connosco!
Em primeiro lugar é importante referir que, em relação à namorada do teu pai, é bem provável que as suas mudanças de humor e atitudes não habituais se devam ao facto de estar grávida. É verdade que não pudemos dispensar outras razões mas esse é um motivo bastante provável e não há outra forma de controlar isso se não haver paciência por parte das outras pessoas. Existe uma transformação hormonal e ela não se consegue controlar tão bem, e tu e a tua irmã talvez ainda não o percebam bem mas têm de ter calma, muita paciência e esperar.
Em segundo lugar, em relação ao teu pai, é normal que com o nascimento do novo bebé ele esteja um pouco atarefado e isso não significa que não queira estar convosco. 
De qualquer forma não te vamos mentir, por mais que ele esteja ocupado, a sua atitude não foi correcta. Em nenhuma das três vezes, muito menos das duas últimas vezes, ele teve uma atitude correcta, mas as pessoas nem sempre percebem que consequências podem ter as suas atitudes.
Se realmente ficaste magoada com a situação, deves sim falar com o teu pai, quando te sentires preparada. Se não conseguires telefonar, manda mensagem e explica aquilo que te vai na alma e o que te magoa. Ele decerto que vai entender.
Depois de falares com o teu pai e houver outra questão que surja, não te acanhes. Contacta-nos, pois a comunidade tem todo o prazer em estar presente sempre que precisares!

A comunidade OWO deseja-te boa sorte, assim como espera ter conseguido ajudar-te no melhor possível. Obrigada pela tua questão!

#9 - Já estiveste numa situação idêntica? Como procedeste?

10 de julho de 2013

#8 - Relação Parental

Beatriz, 31 anos disse:

Fui mãe aos dezassete anos. Foi muito cedo, mas as circunstâncias não foram más. Pelo contrário. No decorrer dos anos verifico que ainda sou feliz com o mesmo homem (que na altura era um rapaz de dezoito anos). Contudo, pensei que o facto de ser mãe tão nova iria facilitar a relação com a minha filha. Não podia estar mais equivocada. Ela está agora a fazer quatorze anos e eu não consigo lidar com o feitio aguçado dela. Não parece a mesma rapariga que à uns meses atrás era querida e dedicada. Agora está sempre enfiada no quarto a falar ao telemóvel ou no computador. Para além disso, deixou as notas descer um pouco e não quer passar tempo comigo quando estou mais folgada em casa. Sei que esta fase é normal, mas durante quanto tempo vou conseguir aguentar sem explodir? Não quero ser a má da fita (nem o meu marido), mas de momento não encontro outra solução. Temo que a certo ponto comece a colocá-la de castigo. Haverá outra solução possível?


Other Way Out aconselha:

Olá, Beatriz. Estamos muito gratos que tenhas partilhado um pouco da tua história connosco, assim como é bom saber que te encontras feliz com o teu parceiro/pai da tua filha e com a tua filha.
Um passo importante a dar (e que já o fizeste), tendo em conta a tua situação, é compreender que esta fase que a tua filha está a passar é temporária e, inclusive, muito normal. Contudo, isso não é motivo para descurar a atenção e preocupação sobre ela, mas também não é, igualmente, motivo para a sobrecarregar e/ou pressionar. Isto é, há alturas em que deves utilizar uma abordagem mais descontraída e outras em que deves ter mais atenta. Para começar, porque não tens compreender a fonte da alteração da sua típica personalidade? Poderá haver uma causa forte para tal, da qual não tenhas conhecimento - podes tentar conversar calmamente com ela, e mostrar-lhe que ela pode contar contigo. Se houver uma forte relação de confiança entre vós, ela acabará por falar de um modo mais aberto - para tal, pode ser necessário que a relembres que podem confiar uma na outra, especialmente nesta fase de mudança. Não te esqueças que, apesar das alterações, ela é tua filha e, como tal, a conheces muito bem, pelo que só tu sabes qual é a melhor forma de a abordar.
Outro aspecto que referes é que a tua filha está muitas vezes ligada ao nível de telecomunicações. Não haverá, também aí, um motivo especial para tal? Na idade em que está é perfeitamente normal começar a ter novas amizades e novos interesses, e isso pode levá-la a querer estar mais comunicável. No entanto, podes, mais uma vez, tentar conversar com ela e mostrar-lhe que há alturas para tudo, e quando se está com a família, deve evitar-se essa ausência da parte dela. Se estabelecerem regras consentidas e com um significado específico, a tua filha irá compreender e aceitar muito melhor.
Relativamente ao facto das suas notas terem descido, deves ter em consciência que tal pode não ser uma consequência directa da mudança de atitude da tua filha. Um exemplo prático é que as disciplinas e/ou matérias podem ter sido mais complicadas num determinado período ou ela pode estar com algum problema que não quer e/ou não consegue dar a conhecer. Mais uma vez, torna-se muito relevante teres conversa muito aberta com ela. Mostra-lhe que não queres julgar a situação sem ouvir as suas justificações, assim como deves mostrar que estás interessada em arranjar soluções juntas, e que é tudo para o seu bem. Podes e deves também falar com os professores para perceber quais as suas maiores dificuldades e em que circunstâncias as notas dela baixaram.
Não tens de ser, necessariamente, a má da fita (nem o teu marido). Como podes ver há outras possibilidades, mas todas elas se baseiam numa conversa calma, pois é um factor essencial em qualquer relação. Se ela não demonstra interesse em passar mais tempo contigo quando estão em casa, porque não procuras sair com ela? Irem juntas a um lugar que agrade a ambas? E talvez aí conversem melhor. Deste modo, estarás a criar um novo ambiente, mais saudável. A tua filha será sempre a tua menina, mas ela está e continuará a crescer - passando por várias situações novas - e precisará de muito apoio - mesmo que não o demonstre. Cabe a ti procurares os vossos pontos em comum. Verás que assim a vossa relação será melhor, e não será preciso recorrer ao castigo.
Não achas que é possível que para ela também não esteja a ser a fase mais fácil? Ou até mesmo que ela possa não ter noção que está com um feitio, como referiste, aguçado? Tudo isso é possível - procura ver melhor as circunstâncias em que as alterações se dão.
Para finalizar, relembra-te que são momentos passageiros, e no fundo, ela ainda tem muito a aprender e/ou conhecer. Junta-te a ela, e confia nela. Uma boa dica são sempre momentos de qualidade com a família - fazem sempre bem a todos - e dá-vos uma oportunidade para estarem em paz, em união.

A comunidade OWO deseja-te boa sorte, assim como espera ter conseguido ajudar-te no melhor possível. Obrigada pela tua questão!

#8 - Já estiveste numa situação idêntica? Como mãe? Como filho/a? Conta-nos! :)

4 de julho de 2013

#4 - Problema Familiar

Anónimo, 50 anos disse:

Olá comunidade OWO, digo, desde já, que pode parecer estranho alguém da minha idade vir pedir conselhos num blog, mas é que estou muito aflita e não sei mais a quem recorrer.
O que aconteceu foi o seguinte: o meu filho mais velho casou-se há uns tempos e eu sempre me dei muito bem com a minha nora. No entanto, desde que eles tiverem um filho há um mês, o primeiro deles e também o meu primeiro neto, a minha nora está diferente.
Primeiro já não é a pessoa simpática que costumava ser, pelo menos para mim. Evita falar ou quando comunica são respostas simples como “sim” ou “não” e sempre com um ar desprezível.
Depois (e o pior de tudo, a meu ver) existe o facto de se agarrar ao meu neto constantemente sem sequer me deixar pegar nele ou simplesmente dar-lhe a papa. E imaginava eu que quando ele nascesse o iria levar para todo o lado.
Se tento interagir com o meu neto ou lhe ofereço alguma coisa, parece que a minha nora compete comigo. Já tentei falar com o meu filho mas não resolveu nada, muito pelo contrário porque acabou por ficar muito chateado comigo depois de ir falar com a minha nora.
Por favor ajudem-me! Gostava de criar uma boa relação com o meu neto e por outro lado também quero ter uma relação estável com a minha nora e o meu filho, afinal somos família.



Other Way Out aconselha:

Olá cara amiga, em primeiro lugar achamos que não seja nada estranho com a sua idade pedir ajuda ao blog. A nossa comunidade destina-se a qualquer pessoa com qualquer idade. Sendo em que todas as idades surgem problemas, o nosso objectivo principal é sugerir algumas possíveis saídas e é isso que tentaremos fazer.
Em relação à sua nora, é normal que tenha mudado um pouco. É muito habitual que mulheres em situação pós-parto se tornem um pouco diferentes do habitual. É da mesma forma normal que a sua nora tenha uma atitude mais protectora em relação ao seu neto, pois ele ainda é muito novo, é tudo muito recente. É habitual que nos primeiros tempos de vida exista uma forte vinculação entre o bebé e a sua mamã.
Com isto queremos dizer-lhe também que quando o bebé se desenvolver vai começar a socializar mais com os outros membros da família e certamente consigo também. Tente ainda lembrar que nos dias de hoje, os pais de crianças pequenas recorrem muitas vezes aos avós para cuidarem dos netos , ou seja, mais tarde ou mais cedo eles vão precisar de si. É também aos poucos que provavelmente a sua nora vai voltar ao normal. Se se davam realmente bem e não houve nenhum conflito entre as duas que explique a hostilidade, tudo se irá resolver.
Espere que o seu neto tenha mais alguma idade e de certeza que ele vai adorar a sua avó que também o adora e precisa de estar com ele assim como ele vai precisar de estar consigo.
No que toca a falar sobre este assunto com o seu filho, deveria tentar evitar tal situação, não acha? Será mesmo necessário estar a criar mais tensão neste momento?
E se esperar um pouco e depois voltar ao OWO para contar à nossa comunidade o que sucedeu? Contamos consigo !

A comunidade OWO deseja-te boa sorte, assim como espera ter conseguido ajudar-te no melhor possível. Obrigada pela tua questão!

#4 - Já estiveste numa situação semelhante ? O que aconselhas? :)